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Reforma Tributária na prática: 10 frentes para sua empresa estruturar 2026

  • Foto do escritor: Martins & Polidoro Advogados
    Martins & Polidoro Advogados
  • 5 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

A Reforma Tributária do consumo reestrutura os tributos em IBS e CBS, cria o Imposto Seletivo e inaugura uma transição por etapas, com metas de simplificação e neutralidade. Planejar 2026 agora evita retrabalho e perda de margem.



1) Cadastros e classificações: o coração da virada

O que é: Produtos/serviços precisam estar corretamente descritos e classificados (códigos, naturezas, regras de crédito).

Por que importa: Cadastro errado vira perda de crédito ou autuação.

Como fazer agora: inventarie o portfólio, mapeie NCM/serviços, crie um dicionário de regras por item e valide com fontes oficiais.

Entrega mínima de 30 dias: planilha-mestre com itens, códigos, regras e responsáveis.

2) Contratos com fornecedores e clientes: cláusulas que “seguram” a margem

O que é: Revisar cláusulas de repasse tributário, reajuste, SLAs e pontos de reprecificação.

Por que importa: Preço ≠ margem; a nova estrutura muda o fluxo de débitos/créditos.

Como fazer agora: incluir gatilhos objetivos para reprecificação; registrar prazos e documentos exigidos de ambas as partes; definir foro e procedimento de revisão.

Entrega mínima: aditivos-modelo e checklist de negociação.

3) Precificação e cenários: simule antes de prometer preço

O que é: Três cenários por linha (pessimista/realista/otimista) com efeito em alíquota e créditos.

Por que importa: Evita contratos inviáveis e “promoções” que corroem margem.

Como fazer agora: usar base de vendas dos últimos 12 meses, aplicar premissas de IBS/CBS e elasticidade de preço; validar com compras e fiscal.

4) ERP, NF-e/NFC-e e integrações: preparar antes de “virar a chave”

O que é: Ajustes de campos, regras de tributação e validações automáticas na emissão de documentos fiscais.

Por que importa: A nota é onde a regra “aparece”; divergências geram glosa.

Como fazer agora: revisar integrações, CFOP/NCM, regras de crédito e layouts conforme as orientações técnicas — e registrar evidências de testes (homologação). nfe.fazenda.gov.br

5) Compras, estoque, devoluções e bonificações: cada movimento conta

O que é: Procedimentos claros para entrada/saída, devolução, bonificação e remessas.

Por que importa: Documentação consistente protege o crédito e dá rastreabilidade.

Como fazer agora: fluxos padronizados por tipo de movimento; anexos obrigatórios por operação; conferência semanal entre compras, fiscal e logística.

6) Políticas comerciais e comunicação com parceiros

O que é: Manual simples para equipe comercial e comunicado padrão para clientes/fornecedores.

Por que importa: Alinha expectativa, reduz atritos e evita “promessas de balcão”.

Como fazer agora: script de objeções, datas de transição, regras de desconto e política de devolução compatível com a tributação.

7) Treinamento: quem faz, aprende — e assina presença

O que é: Capacitação prática para compras, vendas, faturamento e contábil.

Por que importa: Erros repetidos saem caros; treinamento documentado mitiga risco.

Como fazer agora: trilha de 90 minutos por área, com checklist de rotinas e avaliação rápida; revalidação em 60 dias.

8) Controles de crédito e documentação: “sem papel” não há crédito

O que é: Rotina de conciliação de créditos, guarda de documentos e reconciliação mensal.

Por que importa: Crédito mal controlado vira custo.

Como fazer agora: dashboard mensal por filial/linha; pareamento de notas, pedidos e pagamentos; auditoria interna trimestral.

9) Governança e registro de decisões: memória que protege

O que é: Comitê enxuto (fiscal, compras, comercial, TI) com atas e responsáveis.

Por que importa: Decisões documentadas evitam “apagões de memória” e facilitam auditorias.

Como fazer agora: ata padrão, matriz RACI e calendário de checkpoints (quinzenal no 1º trimestre).

10) Acompanhamento regulatório e cronograma: transição é processo

O que é: Monitorar normas complementares, guias oficiais e ajustes de alíquotas ao longo da transição; manter linha do tempo pública dentro da empresa.


A Reforma busca simplificar e dar transparência ao consumo, trocando múltiplos tributos por um modelo de débitos e créditos. As empresas que tratam 2026 como um projeto, e não como “um dia D”, tendem a preservar margem e reduzir risco.


Conteúdo informativo. Martins & Polidoro Advogados — Caxias do Sul/RS. Responsável técnico: Ivandro R. Polidoro (OAB/RS 35155).



 
 
 

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